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Rosas não são só de nome.

Obrigada.

Começo já por te agradecer porque, apesar de acreditar que ainda vamos viver muitos anos, não quero perder nenhuma oportunidade de te relembrar o quão bem me fazes.
Na outra noite estávamos os dois, sentados lado a lado, enroscados um no outro (mais coração que corpo), a ver televisão depois de jantar. A típica rotina de quem teve um dia esgotante de trabalho e só anseia terminar a noite protegida pelo mais-que-tudo, perdida entre mimos e outros tantos abraços. Eles falavam sobre relações e em comportamentos que se deveriam adoptar para que um relacionamento conheça o sucesso. Foquei-me essencialmente na parte em que se falou de "gratidão".
É importante agradecer, todos os dias e não só a ti, o caminho que me foi destinado.
Todos os obstáculos em que tropecei, todas as paredes que vieram contra mim, todas as estradas sem saída que me obrigaram a voltar para trás... Não é costume agradecermos o mal que nos acontece, mas de uma forma ou de outra, sei que foram todas essas fases e todos esses contratempos que fizeram com que aparecesses nos meus dias.
É cliché gabarmo-nos de que somos namorados dos nossos melhores amigos. Mas quão cliché seria se nos gabássemos que somos melhores amigos dos nossos namorados? 
Não te consigo distinguir. Não sei se diga que és meu namorado ou se prefiro chamar-te "melhor amigo". Mas sei que não quero esses dois conceitos separados. És tanto das duas coisas que te tornas homogéneo. E é por isso que não te sei distinguir: porque tu sabes demasiado bem como ser cada um deles e nas melhores alturas. Ou achas que me sinto mal quando te perguntam se não é estranho saíres à noite só com a tua namorada? Garanto-te que não me sinto pior quando vejo o piquete dos correios a vir na minha direcção para me perguntar se o meu nome é Adriana, com tantas rosas quantas o teu nome faz jus. 
É isto que tu fazes: mostras-me todos os dias que há sempre algo mais por descobrir e, ao mesmo tempo, aconchegas-me ao saber que, apesar de nem tudo ainda estar escrito, o que virá será ainda melhor. 

E se eu estiver enganada? Faz aquilo que eu não tiver coragem de fazer. Eu farei o mesmo por ti. 
Assim, continuaremos a completar-nos - até que não haja mais fôlego para mais nenhum "obrigada".

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