Os dentes rangem, as artérias incham, os olhos choram e a serenidade despeja-se na sanita, juntamente com a lógica de querermos estar bem quando gritamos a pulmões cheios tudo o que não nos permite estar. Já me questionei muitas vezes sobre qual o sentimento que mais me perturba e nunca soube dar uma resposta certa. Não existem respostas certas nesta coisa da vida, mas chego sempre ao clímax do arrependimento quando não posso e nem consigo vomitar o que já engoli. E é este o poder da palavra: forte, inapagável, soberano, quase indigesto quando as palavras saem demasiado ácidas ou salgadas. Sempre me disseram que é preferível servir a comida insossa, mas às vezes ainda me custa usar as quantidades certas...