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A mesma coisa.

Tenho sede de ti.

Os dias têm pouco tempo para o meu amor caber todo lá dentro.
E tu fazes de propósito! Fazes, eu sei que fazes...
Não me deixas nem mais um bocadinho de ti hoje, só para que amanhã eu continue a procurar ter-te, tocar-te, beber-te.
Gostas de me ver sofrer de tanto amor. E é por isso que te deitas todos os dias ao meu lado, com tanto ou mais desejo quanto as tuas costas, os teus ombros e as tuas mãos conseguem carregar.
Deitas-te ali, simplesmente, à espera que eu adormeça e que os meus suspiros entrem pela tua boca e me possas encurralar com a tua alma para sempre.

És mais forte que eu.
Mas finges que não.
E para o disfarçares, em vez de me dizeres "Proíbo-te de saíres da minha vida", dizes antes "Amo-te".

O que para mim é praticamente a mesma coisa.

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