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A mostrar mensagens de outubro 11, 2015

A mesma coisa.

Tenho sede de ti. Os dias têm pouco tempo para o meu amor caber todo lá dentro. E tu fazes de propósito! Fazes, eu sei que fazes... Não me deixas nem mais um bocadinho de ti hoje, só para que amanhã eu continue a procurar ter-te, tocar-te, beber-te. Gostas de me ver sofrer de tanto amor. E é por isso que te deitas todos os dias ao meu lado, com tanto ou mais desejo quanto as tuas costas, os teus ombros e as tuas mãos conseguem carregar. Deitas-te ali, simplesmente, à espera que eu adormeça e que os meus suspiros entrem pela tua boca e me possas encurralar com a tua alma para sempre. És mais forte que eu. Mas finges que não. E para o disfarçares, em vez de me dizeres "Proíbo-te de saíres da minha vida", dizes antes "Amo-te". O que para mim é praticamente a mesma coisa.

Fraqueza irreparável.

Esquecia-se muitas vezes daquilo que já tinha aprendido. Era frenética, quase irreparável, aquela tendência que tinha em pisar sempre o mesmo risco. Como é que se aprende a não se esquecer? Como é que se garante a alguém que aquilo que acabámos de ouvir, daqui a dez anos ainda não terá saído da nossa memória? Aprendemos em crianças a não aceitar coisas de estranhos, a cumprimentar as pessoas sempre que nos encontramos com elas, a respeitar que nem todas as opiniões têm de ser iguais e que a diferença sempre faz alguma diferença no mundo, nem que seja pelo simples facto de existir. E agora, onde é que colocámos todos esses conceitos que nos incutiram quando achavam que podíamos, eventualmente, ser alguém decente? Teremos nós destruído propositadamente esses pilares que sustentam o peso enorme e gigante do respeito? Seremos assim tão fracos?! Ela era fraca. Não por se esquecer muitas vezes daquilo que já tinha aprendido. Mas por não se predispor a aprender outra vez.