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Imagina.




Do que é que te serve?
És tanto ou mais, ou menos, que todos os outros. Pensas que já viveste demasiado, mas nem metade do que sentes corresponde a um quarto do que sabes.
E ela é igual a ti: sempre dona da razão, sabichona em todos os momentos em que não te deixa voar e aterra-te os pés no chão.
Talvez seja por isso que os vossos mundos combinam. Porque ela acredita que o teu lugar é ao pé do dela, e tu porque nem sequer teimas em dizer que não.
São tão fortes, os dois.
Ela é tão forte, contigo. E tu tão forte, com ela.
Imagina o que seria se ambos se perdessem. Imagina o terrível fim que teria a vossa história se, num dia destes, algum de vocês entendesse que afinal o lugar certo não era aqui....
Do que é que te servia?

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Estou constantemente a dizer, e com medo de me tornar repetitiva, torno a fazê-lo: as melhores coisas só nos acontecem quando menos estamos à espera. Acredito piamente que esta realidade dá um enorme encanto à vida. Não se deixem enganar: não existe nenhum detetive a perseguir-nos atentamente, a ver quando desviamos o olhar, para poder dar ordem a um superior: "Agora! Atira-lhe com qualquer coisa boa que ela está distraída". O facto é simples e todos nós o conhecemos. É quando baixamos a guarda, quando deixamos de elevar as nossas expectativas, quando nos permitimos a aceitar que nem tudo o que vem à rede é peixe.. É precisamente nessa altura que pescamos. Deixamos de andar cabisbaixos a pensar que nada na vida nos surpreenderá e passamos a erguer a cabeça e a apreciar cada momento. É imperativo trocar as desilusões pelas surpresas.  Tal e qual como quando fazia um teste de matemática: saía da sala com o Miguel com a sabedoria de que tinha corrido bem. Então eu pergunta...

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