Esquecia-se muitas vezes daquilo que já tinha aprendido.
Era frenética, quase irreparável, aquela tendência que tinha em pisar sempre o mesmo risco.
Como é que se aprende a não se esquecer? Como é que se garante a alguém que aquilo que acabámos de ouvir, daqui a dez anos ainda não terá saído da nossa memória?
Aprendemos em crianças a não aceitar coisas de estranhos, a cumprimentar as pessoas sempre que nos encontramos com elas, a respeitar que nem todas as opiniões têm de ser iguais e que a diferença sempre faz alguma diferença no mundo, nem que seja pelo simples facto de existir.
E agora, onde é que colocámos todos esses conceitos que nos incutiram quando achavam que podíamos, eventualmente, ser alguém decente? Teremos nós destruído propositadamente esses pilares que sustentam o peso enorme e gigante do respeito? Seremos assim tão fracos?!
Ela era fraca.
Não por se esquecer muitas vezes daquilo que já tinha aprendido.
Mas por não se predispor a aprender outra vez.
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