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Desumano é não errar.

Quando era miúda dizia que a perfeição era subjectiva.. que ingénua! Como se fosse possível acreditar que alguma coisa neste mundo é perfeita. Não percebo porque é que a pessoa que inventou as palavras e os seus significados se deu ao trabalho de inventar conceitos que não existem: infinito, perfeito, imortal... São tudo coisinhas lindas e fofinhas para camuflar todas as falhas que o ser humano tem ou pode provocar. "Ai, o meu amor por ti é imortal; Que perfeita!; O céu é lindo e infinito..." Dá vontade de vos mandar à merda, mas como menina bem educada que sou, mando-vos só à fava. 
Somos um erro, um rascunho quase que abstrato, umas cópias de algo que um dia se definiu como ser racional. Volto a repetir: somos um erro. Um erro crasso! Que venha alguém aqui dizer-me que num dia só, não erra - pelo menos - três vezes.
Mas existem erros que mesmo depois de cometidos, nem sequer nos arrependemos. Talvez depois, passada uma semana ou até mesmo duas horas. E aí começamos a flutuar sobre umas ondinhas leves de consciencialização. 
Uma vez disseram-me que não nos contentamos com nada; que procuramos estabilidade a todos os níveis, mas que assim que a encontramos, contrariamo-nos a nós mesmos e procuramos fugir à rotina. E eu respondi a esse argumento, de forma curta e grossa. Disse que às vezes preciso que alguém se chegue perto de mim por trás e que me dê um abanão enquanto me grita "ACORDA P'RA VIDA!".
E parecendo que não, apesar de querermos os pés assentes na terra, os erros fazem-nos isso mesmo: acordam-nos para a vida. Nem sempre da forma mais agradável, mas despertam-nos a consciência e fazem-nos pensar.
Não matem ninguém, não roubem, não violem a liberdade e integridade de nenhum outro ser, e acreditem quando vos digo que nenhum outro erro é imperdoável.

Afinal, quem nunca errou que atire a primeira pedra!

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