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Os corações são como os anjos.

Questiono-me muitas vezes se os corações são como os anjos: sem sexo. As mulheres defendem que são mais sensíveis e que o coração delas está sempre mais aberto e susceptível a mágoas e sofrimentos. Já os homens contra-atacam argumentando que não são todos iguais como dizem por aí, e que também eles têm sentimentos. Mas para mim os corações não têm sexo! Cada um ama à sua maneira. Cada um sofre à sua maneira. Cada um bate à sua maneira.
Começo a achar que, nos dias de hoje, nos custa cada vez mais aprendermos uns com os outros. Entranha-se tanta razão dentro de um corpo, que é complicado moldar opiniões e baixar narizes empinados. Já nada se dá como discutível: é quase impensável um sujeito entrar numa discussão a defender uma ideia, e sair da mesma concordando com o oposto. Esquecemo-nos muitas vezes que a evolução se trata disso mesmo: de saber evoluir. E não é com casmurrices nem placards escritos em negrito! É com disposição de ouvir o outro e de entender, pelo menos, mais um ponto de vista.
Por isso é que eu digo que os corações são como os anjos. E anjos são os que escrevem histórias de encantar e filmes da disney. Hoje entendo porque é que lhes chamam "filmes de fantasia". E nem precisei de ir a um dicionário esclarecer qualquer dúvida.
Os para sempre não existem. Nunca existiram. Somente em contos de fadas e histórias de princesas, mas nem mesmo a dos dentes acredita nisso, quanto mais a sô dona Letícia de Espanha.
Talvez um dia, em que eu chegue aos oitenta e sete e tenha rugas suficientes que contem as minhas histórias por mim... Talvez aí eu acredite que um para sempre tem o mesmo significado que um nunca mais. Porque nunca se sabe o final da nossa história. Eu, por mim, já me contentava com um "e viveram felizes!". Não precisava cá de para sempres para nada. 

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