Tenho uma opinião um bocado ambígua relativamente ao Ano Novo.
Muitos dos que me conhecem sabem que sempre dei muita importância ao festejo desta data. Aperalto-me sempre toda e dou atenção a todos os meus detalhes: cabelo, roupa, maquilhagem... essas coisas de rapariga. A verdade é que a expectativa é sempre tanta durante a espera desta noite que, para mim, acaba sempre a correr. Depois das passas, acabamos sempre por pensar que já passou e que, de um minuto para o outro, deixámos um ano inteiro para trás das costas. E é neste aspecto que a minha emoção se torna disfuncional. Choro sempre; inevitavelmente. E muitas vezes nem chego a perceber se é de felicidade, por ainda cá estar para receber mais um 2000 e tantos de braços abertos, ou se é de tristeza, por todos os doze meses passados se terem tornado adultos e saírem agora debaixo da minha asa.
Geralmente, no final de cada ano, faço um balanço: um género de lista "prós e contras". Tenho um texto algures guardado no meu fotolog sobre os meus prós e os meus contras de 2012, e o balanço foi muito positivo. Já 2013 não posso dizer que tenha sido o meu ano... Não que tenha acontecido alguma tragédia (felizmente!), mas não atingi nenhum objectivo soberbo que me fizesse gritar EUREKA!. Tenho muitas recordações boas, mas foi mais um ano de experiências e de alertas psicológicos. Aprendi que nem sempre podes contar com quem um dia sempre contaste - as palavras têm muita força mas as pessoas têm pouca para as suportar; aprendi que só dentro de nós é que temos de ir buscar energias - não podemos viver, nunca!, dependentes de alguém; aprendi que temos de ser severamente disciplinados a dar valor a quem nos quer e faz felizes; aprendi que não podemos praticar o bem esperando qualquer retorno; aprendi que a nossa felicidade gera felicidade alheia e só é verdadeira felicidade se for partilhada; aprendi que o amor é a nossa melhor e maior arma de guerra - com ele conseguimos combater tudo e todos e saímos sempre vitoriosos; aprendi que a família, por muitas desavenças que hajam, será sempre a nossa essência; mas acima de tudo, aprendi que não adianta guardar rancor ou memórias infelizes. Cada minuto passado já não volta e é importante sabermos forrar as nossas áureas com harmonias e tranquilidade.
Senti-me perdida muitas vezes, eu admito! 2013 não foi um ano nada fácil, mas foi um ano de aprendizagem. As pessoas são aquilo que são e têm o valor que têm. E se um dia me disseram que "as coisas só têm a importância que lhes deres", agora sou eu que vos digo que as pessoas só merecem ter a importância que te dão a ti.
Eu ainda tenho uma missão a cumprir até ao final deste meu filhote mais novo. Pode ser que depois disto o meu balanço seja mais positivo!
Um feliz ano novo a todos vocês, com muito amor, dinheirinho e, acima de tudo, paz! Amem-se! :) «3
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